domingo, 21 de agosto de 2011

Valle d'Aosta - Um pedaço francês na Itália

Poucos brasileiros já ouviram falar do Valle d'Aosta, região autônoma da Itália localizada ao norte do país, na fronteira com a França e a Suíça. No entanto, esta região possui muita história e é considerada a melhor região da Itália para trekking e outros passeios ecológicos, além de ter o privilégio de ter o ponto mais alto da Europa, o Monte Bianco.

Para quem vem de Milão, o primeiro ponto interessante da região é o Castello di Fenis, localizado na pequena cidade de Nus. Esta fortaleza, aberta para visitação, era uma residência feudal e possui mobiliário da época com objetos de uso cotidiano, o que permite que o visitante tenha uma idéia de como era a vida na Idade Média.

Aosta é a capital do Valle d'Aosta e era conhecida no passado como Augusta Praetoria. Até hoje conserva sua arquitetura urbana que mistura estilo romano e bárbaro. Na entrada da cidade está situado o Arco di Augusto, símbolo da cidade que foi construído no século I a.C. para representar a vitória dos romanos sobre os bárbaroa que habitavama região.

Outros exemplo de ruínas romanas são a Porta Praetoria e o Teatro Romano. No centro da cidade está a Piazza Chanoux, uma bela praça onde está localizada a prefeitura. No mês de agosto a praça recebe uma feira de artigos regionais.

Por ter sido, originalmente, uma cidade ocupada por bárbaros, até hoje existem resquícios da ocupação destes povos e a mais impressionante delas é, sem dúvida, o Criptopórtico. Trata-se de um local onde os mortos eram colocados nas pedras ao invés de serem enterrados.

Outra cidade importante do Valle d'Aosta é Courmayeur que chama a atenção por suas construções de pedra que ajuda a manter a temperatura estável no interior, o que fazia a diferença antigamente entre viver ou morrer no rigoroso inverno da região.

Mas o ponto alto da região é, sem dúvida, o Monte Bianco, o ponto mais alto da Europa com 4468m de altura. Ir até o topo é para os alpinistas, mas os turistas convencionais conseguem chegar bem próximo graças a um teleférico que faz algumas paradas no caminho. Para pegar o teleférico, você deve ir a La Palud, logo depois de Courmayeur. A primeira parada é em Pavillon du Mont Frety, onde é possível fazer trilhas, almoçar em um restaurante com pratos típicos da região como canelone de carne de cervo e até visitar o jardim botânico mais alto do mundo, Saussurea, localizado a 2173m de altura.


A segunda parada é o Refugio Torino, a 3375m. Não há nenhum atrativo nesta parada, apenas uma estrutura para que os alpinistas pudessem descansar. A terceira e última parada é a Punta Helbronner, a 3462m. Aí fica um museu de cristais e um observatório, além de uma estátua de Cristo com uma mensagem de esperança para a paz mundial. O frio é intenso, mesmo no verão, e em 15 minutos muitos já não aguental e decidem voltar para as paradas mais baixas.

Para quem quiser continuar o passeio, há a opção de seguir até Chamonix, já na França.

Os preços em euros de ida e volta para 2011 são (BT-baixa temporada; AT-alta temporada):
La Palud-Punta Helbronner: 35,00 (BT); 39,00 (AT)
La Palud-Rifugio Torino: 31,00 (BT); 33,00 (AT)
La Palud-Pavillo: 14,00 (BT); 17,00 (AT)
Punta Helbronner-Chamonix: 56,00 (BT/AT - só ida)

Conto de Fadas em Copenhague

Um dos maiores expoentes da literatura mundial é Hans Christian Andersen, nascido na Dinamarca em 1805. Ele é o criador de dezenas de contos de fadas, como: A Pequena Sereia, O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Polegarzinha e A Roupa Nova do Rei. E uma viagem pela Dinamarca é exatamente como um conto de fadas de H.C. Andersen.

Para inovar na chegada ao país, nós pegamos um ferry boat da Scandilines que liga Puttgarden (Alemanha) a Rodby (Dinamarca). A travessia sai cara (64 euros), mas a experiência vale a pena. São 45 minutos de travessia, na qual você deixa o carro na parte baixa do navio e aproveita o passeio fazendo compras, lanchando no restaurante, trocando os euros por coroas dinamarquesas ou curtindo o vento do Mar do Norte.

Chegando a Dinamarca fizemos um desvio da nossa rota até Copenhague para conhecer o Mons Klint, uma das formações rochosas mais impressionantes que já vi.

Depois de uma paisagem paradisíaca, seguimos rumo à Copenhague, onde ficamos hospedados em um B&B da simpática Bodil Bennetzen, uma senhora atenciosa que cuidou como se fôssemos seus filhos e cuja casa é aconchegante e... barata, o que é raro para quem vai à Escandinávia. Normalmente não faria este tipo de propaganda, mas o B&B dela merece, então segue o site para informações e contato: http://www.net-bb.dk/total-home.htm (procurem por "Villa Plana" código J-29) e acreditem que nenhum hotel custa menos de 90 euros por dia, enquanto que o B&B custa 74 euros.

Falando de Copenhague, a cidade pode ser tranquilamente conhecida a pé e possui alguns pontos turísticos que estão entre os mais famosos do mundo. O primeiro deles é o Tivoli Park que existe desde 1844, onde existem opções para todas as idades: briquedos radicais, restaurantes, shows e até um aquário.


Outro ponto muito procurado é a estátua da pequena sereia, que apesar de pequena, impressiona pela delicadeza da obra.

Menos famoso, mas tão interessante quanto o Tivoli e a Pequena Sereia, outros lugares imporantes para se visitar em Copenhague é a Torre Redonda (Rundetaarn, em dinamarquês) que era originalmente um observatório de onde se pode ver uma vista completa da cidade.

Copenhague também é conhecida por seus palácios e castelos, sendo os mais impressionantes o Amalienborg (sede do governo - foto) e o Rosenborg.

Copenhague também vale a pena pelas caminhadas e nenhuma é tão conhecida como a Stroget, uma rua que é um verdadeiro shopping a céu aberto. Outro lugar para passar o tempo é Nyborg, um ponto de encontro para beber e comer (foto).

Nenhuma cidade pode se dizer sem museus para contar suas histórias e Copenhague não fica atrás. O principal é o Ny Carsberg Glyptotek, um museu de arte romana e egípcia organizado pela Carlsberg, a principal cerveja do país.

Outros museus interesantes são o H.C. Andersen Museum, o Museu Erotica e o Museu Guiness.

A Dinamarca tem outras cidades bastante interessantes, mas isso fica para outro post.